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O presidente Lula que se encontra, em Johanesburgo, na África do Sul, para assistir a final entre Espanha e Holanda, participou ontem do lançamento pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a Fifa  da logomarca oficial da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil e que marcou o inicio da contagem regressiva para a próxima Copa.
O discurso mais longo e mais emocionado na apresentação oficial do logotipo da Copa do Mundo de 2014 foi o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Após elogiar os ex-jogadores brasileiros e de outros países que estavam presentes Sandton Convention Center, em Johannesburgo, o governante se comprometeu a fazer um Mundial com "transparência" e "sustentabilidade ambiental". "Essa será a Copa verde, como tem na nossa bandeira e nas nossas florestas. A sustentabilidade ambiental é uma prioridade para o Brasil", disse Lula, levantando ainda a bandeira da transparência para a competição. "Dois decretos foram assinados por mim que todos os gastos públicos serão divulgados pela internet e acompanhados em tempo real. Vamos fazer uma Copa inesquecível - é um compromisso, podem cobrar". Ao final de seu discurso e também ao longo Lula citou além do o ex-presidente da Fifa, João Havelange, ele quebrando o protocolo tradicional e fez agradecimento praticamente nome a nome, citando os brasileiros Romário, Bebeto, Carlos Alberto Torres e Cafu e também o francês Michel Platini e o alemão Franz Beckenbauer.
A viagem de Lula à África do Sul tinha como objetivo coincidir com a participação da seleção brasileira no último jogo da Copa deste ano, no próximo domingo. Mas com a eliminação do Brasil na semana passada, na disputa das quartas-de-final diante da Holanda, agora é dúvida se Lula irá ao estádio para assistir aos "carrascos" do Brasil disputarem o título contra a Espanha.
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador da Copa de 2014, Ricardo Teixeira, cobrou ontem uma solução rápida para a situação de São Paulo na organização da competição que acontecerá daqui a quatro anos no Brasil. Com o veto ao Morumbi, a capital paulista precisa arranjar um estádio para receber os jogos. "Estamos perigosamente perto da data limite", avisou Teixeira, durante entrevista coletiva promovida pela Fifa no Estádio Soccer City, em Johannesburgo, na África do Sul.
Não querendo estipular prazo para definir a situação, Ricardo Teixeira entretanto, pediu urgência para o caso. "A questão de São Paulo tem que ser logo definida, o mais urgente possível", disse Ricardo , que teve um encontro na noite de quarta-feira, em Johannesburgo, com o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab. "Não ficou nada definido nessa conversa. Ele está em férias. Quando voltarmos ao Brasil, teremos uma reunião com o governador (Alberto Goldman) no dia 19 ou 20 de julho para definirmos o papel que São Paulo terá na Copa."
Apesar do impasse com o estádio de São Paulo, Ricardo Teixeira disse ontem que "as coisas estão relativamente em dia" na preparação do Brasil para receber a Copa de 2014. "Alguns estádios já começaram as obras. Minas Gerais, por exemplo, está bem", explicou o dirigente, que reconheceu existir uma "dúvida" com Curitiba, por causa dos problemas financeiros para reformar a Arena da Baixada. Ele também ressaltou que sua maior preocupação continua sendo a modernização e ampliação dos aeroportos brasileiros.
O técnico Carlos Alberto Parreira, também presente na entrevista coletiva da Fifa sobre a Copa de 2014 e que igualmente cobrou agilidade das autoridades, revelou que espera um grande Mundial no Brasil. "Se o Brasil seguir os passos daqui da África do Sul, tenho certeza de que vamos fazer uma grande Copa. Precisamos ter agilidade nas decisões e que a burocracia não seja um empecilho", avaliou o treinador, que deixou o comando da seleção sul-africana após a eliminação ainda na primeira fase da competição que acaba no próximo domingo.
Resposta ao presidente
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, comentou a declaração do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de que a entidade máxima do futebol brasileiro poderia adotar a mudança de dirigente a cada oito anos. Ricardo Teixeira é o mandatário da CBF desde 1989.
De forma sucinta e se mostrando incomodado com a indagação, Teixeira foi curto e seco em sua resposta. "Esta é a opinião do presidente. Eu respeito, mas não concordo com ela", disse o dirigente. Na declaração que fez na última terça-feira, Lula comparou o modo de funcionamento da CBF com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, do qual foi presidente nas décadas de 70 e 80.
"Eu não posso falar da CBF porque é uma entidade particular e eu não posso votar, não posso dar palpite. Eu acho que, se a CBF adotasse o que eu adotei quando era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, a cada oito anos a gente trocava a direção da CBF. No sindicato a gente trocava", disse Lula


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