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Edição 457
 

O Rio de Janeiro tem uma agenda de investimentos públicos e privados da ordem de R$ 100 bilhões nos próximos três anos. Segundo o governador Sérgio Cabral, a maior parte dos recursos é relativa à exploração e produção de petróleo e gás.
- Vivemos um momento positivo de investimentos que colocarão o Estado em outro patamar de desenvolvimento e ajudarão no combate à violência - disse Cabral, que participou do evento Diálogo Público-Privado - Encontro com governadores, promovido pela Amcham-São Paulo na última terça-feira.
De acordo com o governador, a Petrobras destinará US$ 20 bilhões à área de exploração e produção de petróleo. A estatal já investe US$ 8,5 bilhões nas obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, que processará petróleo pesado proveniente da Bacia de Campos para fabricar matéria-prima petroquímica e derivados.
Cabral destaca também o Porto do Açu, que até agora recebeu US$ 5 bilhões e deve somar US$ 10 bilhões, e o setor siderúrgico. A ThyrsenKrupp CSA, por exemplo, está implantando uma usina com capacidade de processamento de cinco milhões de toneladas de aço por ano no distrito industrial de Santa Cruz, na capital fluminense, com investimentos da ordem de 3,9 bilhões de euros.
O governador lembra ainda que o Estado está aplicando R$ 3,5 bilhões de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal em 17 projetos, especialmente naqueles voltados ao saneamento e urbanização de favelas. Está prevista também a construção do Arco Metropolitano do Rio de Janeiro, que interligará Itaguaí a Itaboraí, passando por fora da cidade do Rio de Janeiro, e deslocará o fluxo de cargas que cruza a área urbana para a Baía de Guanabara.
Melhoria nos números
Sérgio Cabral trabalha, com a consultoria do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), para aumentar a eficiência da máquina estatal. Alguns resultados positivos do movimento já podem ser sentidos.
A projeção de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) para este ano é de R$ 17,7 bilhões, um aumento de R$ 1,8 bilhão em relação a 2007 e 11% em relação ao último ano do governo anterior.
- Conseguimos isso sem aumento da alíquota - comemorou Cabral.
Os avanços, explicou o governador, são basicamente por conta da implementação de um programa de metas de arrecadação, monitoramento dos contribuintes ativos, maior eficácia na condução dos autos de infração e entrada de novos fiscais.
O Estado também passou a trabalhar mais pela recuperação da dívida ativa, que saiu de um patamar de R$ 45,9 milhões, em 2006, para R$ 91,9 milhões, em 2007.
- Para este ano, nossa projeção é de cerca de R$ 109 milhões - afirmou Cabral.
O governador comentou ainda que houve redução do custeio da máquina em R$ 1,5 bilhão em dois anos, o equivalente a 42% no período. Para 2008, a projeção é de R$ 2,11 bilhões. Dentre as medidas implementadas, o desligamento de 1.756 funcionários da administração direta e indireta, 22% de economia no preço de bens adquiridos por pregão eletrônico e revisão de contratos de energia elétrica e telefonia.
- Além disso, excluímos 2.587 servidores falecidos da folha de pagamento, identificados a partir cruzamento de sistemas dos governos estadual e federal, com ajuda do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo - concluiu o governador.



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