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O Rio de Janeiro tem uma agenda de investimentos públicos e privados
da ordem de R$ 100 bilhões nos próximos três anos.
Segundo o governador Sérgio Cabral, a maior parte dos recursos
é relativa à exploração e produção
de petróleo e gás.
- Vivemos um momento positivo de investimentos que colocarão o
Estado em outro patamar de desenvolvimento e ajudarão no combate
à violência - disse Cabral, que participou do evento Diálogo
Público-Privado - Encontro com governadores, promovido pela Amcham-São
Paulo na última terça-feira.
De acordo com o governador, a Petrobras destinará US$ 20 bilhões
à área de exploração e produção
de petróleo. A estatal já investe US$ 8,5 bilhões
nas obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj),
em Itaboraí, que processará petróleo pesado proveniente
da Bacia de Campos para fabricar matéria-prima petroquímica
e derivados.
Cabral destaca também o Porto do Açu, que até agora
recebeu US$ 5 bilhões e deve somar US$ 10 bilhões, e o setor
siderúrgico. A ThyrsenKrupp CSA, por exemplo, está implantando
uma usina com capacidade de processamento de cinco milhões de toneladas
de aço por ano no distrito industrial de Santa Cruz, na capital
fluminense, com investimentos da ordem de 3,9 bilhões de euros.
O governador lembra ainda que o Estado está aplicando R$ 3,5 bilhões
de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)
do Governo Federal em 17 projetos, especialmente naqueles voltados ao
saneamento e urbanização de favelas. Está prevista
também a construção do Arco Metropolitano do Rio
de Janeiro, que interligará Itaguaí a Itaboraí, passando
por fora da cidade do Rio de Janeiro, e deslocará o fluxo de cargas
que cruza a área urbana para a Baía de Guanabara.
Melhoria nos números
Sérgio Cabral trabalha, com a consultoria do Instituto de Desenvolvimento
Gerencial (INDG), para aumentar a eficiência da máquina estatal.
Alguns resultados positivos do movimento já podem ser sentidos.
A projeção de arrecadação do Imposto sobre
Circulação de Mercadorias (ICMS) para este ano é
de R$ 17,7 bilhões, um aumento de R$ 1,8 bilhão em relação
a 2007 e 11% em relação ao último ano do governo
anterior.
- Conseguimos isso sem aumento da alíquota - comemorou Cabral.
Os avanços, explicou o governador, são basicamente por conta
da implementação de um programa de metas de arrecadação,
monitoramento dos contribuintes ativos, maior eficácia na condução
dos autos de infração e entrada de novos fiscais.
O Estado também passou a trabalhar mais pela recuperação
da dívida ativa, que saiu de um patamar de R$ 45,9 milhões,
em 2006, para R$ 91,9 milhões, em 2007.
- Para este ano, nossa projeção é de cerca de R$
109 milhões - afirmou Cabral.
O governador comentou ainda que houve redução do custeio
da máquina em R$ 1,5 bilhão em dois anos, o equivalente
a 42% no período. Para 2008, a projeção é
de R$ 2,11 bilhões. Dentre as medidas implementadas, o desligamento
de 1.756 funcionários da administração direta e indireta,
22% de economia no preço de bens adquiridos por pregão eletrônico
e revisão de contratos de energia elétrica e telefonia.
- Além disso, excluímos 2.587 servidores falecidos da folha
de pagamento, identificados a partir cruzamento de sistemas dos governos
estadual e federal, com ajuda do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo
- concluiu o governador.
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