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No último dia 07, a Câmara Municipal de Duque de Caxias, promoveu uma
audiência pública contra a violência. O evento, realizado no plenário
e aberto ao público, contou com a presença de vários veradores do município,
deputados estaduais.
O evento que foi uma iniciativa do presidente da Casa, Dalmar Lírio
Mazinho, e visava atender a pedidos dos próprios moradores que, alarmados
com o aumento da criminalidade urbana, principalmente, nos últimos meses,
cobram um policiamento mais efetivo nas áreas que oferecem maior risco.
"Eu gostaria que comandantes da Polícia Militar e seus familiares
morassem em Duque de Caxias para sentir na pele o que a população tem
sofrido. Não vamos resolver todos os problemas aqui, mas vamos começar
a discutir sobre segurança com rigor para alertar as autoridades. Essa
ação é inédita em Duque de Caxias e já me sinto satisfeito por isso.
Isso aqui é exercício da democracia", disse o presidente da Câmara,
vereador Dalmar Lírio Mazinho
Por parte da Secetaria de Segurança. compareceram o coronel Paulo César
Augusto Teixeira, presidente do Instituto de Segurança Pública (ISP);
o coronel da PM Danilo Nascimento, comandante do 3º Comando de Policiamento
de Área (CPA); o comandante do 15º BPM, Cláudio de Lucas Lima; o titular
da 59ª DP, Rodrigo Santoro; e o delegado da 60ª DP, Mário Arruda. Também
participou o ten. coronel Robson Melo comandante do 14° GBM; presidente
do Conselho Comunitário de Segurança, Jailson Liberato, além representantes
da sociedade civil e clubes de serviço, e de lideranças comunitárias
de todos os distritos.
Ao início do evento foi formada a bancada e executou-se do Hino Nacional,
fazendo-se um minuto de silêncio em respeito à morte do cinegrafista
Gelson Domingos, que acompanhava policiais numa investida quando foi
atingido por um tiro de fuzil.
O vereador "Moacir da Ambulância" falou sobre os tipos de
roubo e as localidades mais atraentes para os marginais em Duque de
Caxias. Também enumerou alguns pontos a serem melhorados, como a participação
do Estado e do município no equipamento de atuação do Conselho de Segurança.
Já o coronel Paulo César Augusto Teixeira, representando José Mariano
Beltrame, trouxe alguns dados. Diferenciou o trabalho entre as Delegacias
Legais e as ditas "tradicionais" e afirmou identificar as
áreas em que o Estado têm maior necessidade de efetivo policial.
Danilo Nascimento, coronel responsável pelos batalhões da Baixada Fluminense,
disse que a polícia vem trabalhando em três tipos de crimes: homicídio,
assaltos e roubos de veículos e motos; "A PM não está omissa. Temos
uma previsão de implantar uma UPP na Mangueirinha. Podemos fazer a mudança
e a diferença.", afirmou.
O comandante do 15° Batalhão, Cláudio de Lucas Lima deu um breve relatório;
Registrou a retirada de 150 motos da região e a diminuição da realização
de bailes funk. A PM também faz operações na intenção de proibir o uso
do crack. Através dessas medidas, registrou-se a redução de 30% nos
roubos a pedestres e queda de 20% no número de homicídios em relação
ao ano anterior.
Respondendo ao questionamento de um membro da igreja católica sobre
políticas públicas para combater o crack e o atendimento aos jovens
que se envolveram ou podem se envolver com a droga, o secretário Francisco
Neto fez um balanço sobre as ações implementadas e disse que o mais
interessado em reduzir o índices de violência é o prefeito Zito. Disse
que o governo construiu e reformou praças e áreas de lazer. Ele também
destacou a implantação do Centro de Apoio Psicosocial à Dependentes
de Álcool e outras drogas (CAPS/AD), no Centro.
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