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Primeira plataforma de petróleo construída pela Petrobras,
a P-I completou 40 anos no domingo, dia 27. Ela atualmente está
na costa do Rio Grande do Norte, na região de Guamaré. Ainda
em funcionamento em ações de apoio a outras plataformas,
a P-I é um marco na história da exploração
em águas marítimas (off shore) no Brasil e auxiliou a Petrobras
a se tornar referência mundial nesse tipo de atividade.
Construída em Niterói (RJ), em 1968, a P-I contou com a
tecnologia mais moderna na época. Naquela ocasião, os franceses
e americanos já atuavam na exploração off shore e
o Brasil dava os seus primeiros passos, dependendo de plataformas e equipamentos
alugados desses países.
Com aproximadamente 70 funcionários embarcados, a P-I carrega a
marca histórica de 242.367 metros perfurados em todo o litoral
brasileiro. Além da importância na área de exploração
e produção de petróleo, a P-I também foi um
incentivador na indústria naval brasileira, já que a Petrobras
necessitava desse suporte para desenvolver suas atividades sem depender
de tecnologia estrangeira. Antes da P-1, não havia registro de
construção de plataformas no Brasil.
Em 1968, a P-I estava pronta para operar e foi deslocada para o litoral
de Alagoas. A viagem entre o Rio de Janeiro e a costa alagoana foi o primeiro
desafio, já que o Brasil ainda não contava com conhecimento
nessa área nem com embarcações e pessoal capacitado
para essas operações.
A equipe que começou a atuar na P-I era formada por profissionais
estrangeiros e por brasileiros com experiência em exploração
em terra. Não havia mão-de-obra especializada, pois os estrangeiros
dominavam a atividade. O processo de transferência tecnológica
foi intenso com o início das atividades da P-I, que foi carinhosamente
apelidada de "Escola de Perfuração".
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