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O Ministério da Saúde iniciou uma ação
de fiscalização das drogarias credenciadas ao programa
Aqui tem Farmácia Popular. A iniciativa começou por dez
unidades do Distrito Federal, com a visita de auditores Departamento
Nacional de Auditoria do SUS (DENASUS). A experiência no DF será
a base para montar um calendário de monitoramento permanente
das 20 mil drogarias em todo o país, que terá início
em dezembro. A estratégia tem como objetivo fortalecer o programa,
garantindo maior controle e transparência, além de aperfeiçoar
o acesso a medicamentos gratuitos para diabetes e hipertensão,
do programa Saúde não Tem Preço, ou 90% de desconto
para outros 20 medicamentos. Desde 2008, o Denasus realizou 497 auditorias,
1.308 unidades foram desconectadas para ajustes e outras 289, descredenciadas
(saíram do programa), além de 318 multas aplicadas.
Iniciada em Brasília, a ação segue nos próximos
dias, sob a coordenação do DENASUS. A idéia é
desenhar, na capital do Brasil, a estratégia de fiscalização
que será aplicada nas demais drogarias do país. "O
programa tem um significado muito importante para o Ministério
da Saúde, pois atende a milhões de pessoas", afirma
Adalberto Fulgêncio, diretor do departamento.
"Estamos comprometidos com o combate ao desperdício dos
recursos da Saúde e ao mesmo tempo atentos para ampliar e melhorar
o acesso da população aos medicamentos", enfatiza
Fulgêncio. De acordo com o diretor, os auditores irão analisar
se as farmácias estão de acordo com o que determinam as
normas e critérios definidos pelo Departamento de Assistência
Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF).
Entre os aspectos que estão sendo avaliados, estão, por
exemplo, a análise do cupom vinculado, uma espécie de
nota fiscal eletrônica. Ela funciona como um mecanismo de segurança
e deve conter o valor total da venda, a quantidade autorizada, a prescrição
diária, a data da próxima compra, detalhes da descrição
de cada medicamento, identificação do atendente e o telefone
136, da Ouvidoria do Ministério da Saúde para consultas
ou denúncias.
Caso sejam encontradas desconformidades com as regras do programa, o
Ministério da Saúde poderá determinar a suspensão
imediatamente da farmácia, que é intimada a prestar esclarecimentos.
Se constatada alguma irregularidade, o estabelecimento é descredenciado
e pode ser aplicada multa de até 10% sobre o montante das vendas
referentes ao último trimestre, a partir da data da notificação
para a apresentação da defesa.
O programa
Desde fevereiro deste ano, com o lançamento do Saúde Não
Tem Preço, medicamentos indicados para diabetes e hipertensão
passaram ser distribuídos gratuitamente pelas farmácias
populares - são cinco medicamentos para diabetes, e seis para
hipertensão, totalizando 18 apresentações. A iniciativa
do Ministério da Saúde, que começou em fevereiro
deste ano e oferece gratuitamente 11 medicamentos para hipertensão
e diabetes, ampliou em 239% o acesso ao tratamento dessas doenças
nas mais de 20 mil drogarias credenciadas ao programa. O número
de pacientes atendidos pulou de 853 mil, em janeiro, para 2.888.956,
em setembro. Foram realizados 306.826 atendimentos de pessoas diabéticas,
em janeiro, e 892.820, em setembro, o que representou um crescimento
de 191%. Já o número de hipertensos beneficiados f oi
ampliado em 271%, passando de 658.648 para 2.443.044, no mesmo período.
O Saúde Não Tem Preço tem estimulado o crescimento
geral do programa Aqui Tem Farmácia Popular, cujo número
de beneficiados teve aumento 183% de janeiro a setembro - passou de
1,2 milhões para 3,5 milhões. Além dos medicamentos
gratuitos para hipertensão e diabetes, o programa oferece medicamentos
que tratam asma, rinite, osteoporose, colesterol, doença de Parkinson
e glaucoma. Também são disponibilizados anticoncepcionais,
e fraldas geriátricas, essas indicadas para pessoas com mais
60 anos.
Para retirar o medicamento, o usuário precisa apresentar apenas
CPF, documento com foto e receita médica válida. O programa
permitiu ao Ministério da Saúde expandir os pontos de
retirada de determinados medicamentos para além dos postos de
saúde e dos hospitais credenciados, aumentando o acesso da população
à assistência farmacêutica.
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