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A Secretaria de Saúde e Defesa Civil lançou, no sábado passado, na comunidade Chapéu Mangueira/Babilônia, no Leme, a campanha 10 Minutos Contra a Dengue, iniciativa em parceria como o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) para estimular os moradores a eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti.
A ideia é que a população dedique dez minutos por semana para checar 13 pontos estratégicos no ambiente doméstico que podem se transformar em focos de larvas do mosquito. Os locais estão indicados em um guia elaborado pela secretaria e pela Fiocruz para incentivar a fiscalização semanal. O material foi distribuído junto com telas mosquiteiro para crianças e para cobertura de caixas d'água por uma equipe de 150 bombeiros, que visitaram residências para orientar os moradores sobre medidas preventivas, além de buscar focos e aplicar larvicidas.
Para convocar a população a participar, a Secretaria de Saúde promoveu uma grande festa com atividades de recreação para crianças, como piscina de bola, cama elástica e jogos educativos com informações sobre como combater o mosquito e prevenir criadouros, e a presença da equipe da Furacão 2000.
 A subsecretária de Vigilância em Saúde, Hellen Miyamoto, disse que, apesar dos 26 mil casos já registrados no Estado não caracterizarem uma epidemia, é preciso manter a vigilância para controlar a proliferação do mosquito transmissor da dengue.
- Estamos trabalhando no combate e no controle de novos casos, além da organização dos Centros de Hidratação do Estado para melhorar a condição assistencial. Mas todo o trabalho que a secretaria faz, mesmo em parceira com os Bombeiros e a Fiocruz, será em vão se a população não fizer sua parte - disse a subsecretária.
A diretora da Fiocruz, Tania Araújo Jorge, afirmou que o sistema de saúde está preparado para atender a população, mas que o foco principal deve ser a prevenção.
- Esperamos que as duas frentes, a de prevenção - em que vamos controlar o aparecimento do mosquito -, e a de atenção à saúde, em que vamos lidar com o paciente já infectado, funcionem bem, ao mesmo tempo e com muita intensidade. A dengue, em geral, é uma doença benigna, mas é importante estar atento aos sintomas para evitar a evolução dos quadros mais graves. As secretarias municipal e estadual de Saúde estão articuladas nessa luta para que tenhamos o menor impacto possível sobre a população do Estado.
Representante do Corpo de Bombeiros na campanha, o capitão Daniel Barcellos, conhecido como Dr. Dengue, lembrou que as ações preventivas podem interromper o ciclo de desenvolvimento do mosquito e reduzir o índice de infestação.
- Queremos saber como os moradores estão se prevenindo, para que os bombeiros possam corrigir e orientar sobre os procedimentos do dia a dia que podem evitar a proliferação das larvas. O ovo leva entre sete e dez dias para se desenvolver e atingir a forma adulta. Dez minutos por semana pode ser pouco, mas é tempo suficiente para eliminar os criadouros, interromper o processo e eliminar o vetor - explica o capitão.
Ainda segundo Barcellos, o outono é uma estação propícia para o aumento do número de casos, por ser caracterizada por pancadas de chuva seguidas por períodos de alta temperatura, condições ideais para o desenvolvimento do mosquito. O capitão alertou para o perigo em relação ao acondicionamento do lixo e ao acúmulo de água, o que facilita a criação de novos focos.
O ajudante de serviços Azuil Loreto Lacerda, 48 anos, elogiou a iniciativa. Ele acredita que toda a comunidade deve se envolver no combate à dengue.
- Esse é um trabalho excelente, que nunca tinha visto na comunidade. Evito acumular água em garrafas, latinhas e copos de plástico, mas aprendi outros métodos de prevenção, como tampar a caixa d´água para evitar que o mosquito deposite os ovos nas paredes. Vou estender esse trabalho de conscientização não só à família, mas a toda comunidade - prometeu.
Ações para eliminar possíveis
criadouros do Aedes aegypti:
1. Caixas-d´água devem ser vedadas para evitar entrada e saída de mosquitos
2. Calhas devem ser mantidas limpas, sem folhas e outras sujeiras, para evitar o acúmulo de água
3. Galões, tonéis, poços, latões e tambores devem ser totalmente vedados, incluindo os usados para água de consumo
4. Pneus devem ser mantidos em locais cobertos; garrafas vazias devem ser armazenadas com a boca para baixo
5. Ralos limpos e com telas de proteção evitam o surgimento de criadouros
6. Limpeza regular das bandejas de ar-condicionado impede o acúmulo de água
7. Bandejas de geladeira com acúmulo de água podem ser tornar criadouros para o mosquito
8. Pratos usados nos vasos de plantas podem acumular água. O uso de areia para preenchê-los ou uma lavagem semanal eliminam o problema
9. Bambu, bananeiras, bromélias, gravatás, babosa, espada-de-são-jorge e plantas semelhantes também podem acumular água
10. Vasos sanitários sem uso ou de uso eventual devem ser tampados e checados semanalmente
11. Baldes virados com a boca para baixo evitam o acúmulo de água
12. Lonas para cobrir objetos ou entulho bem esticadas evitam a formação de poças d'água
13. Piscinas e fontes devem ser limpas e tratadas com produtos químicos específicos.

 


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