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Legislação eleitoral
A Escola do Legislativo do Estado do Rio de Janeiro (Elerj) está
planejando realizar um curso sobre a legislação eleitoral,
em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com o objetivo de
orientar candidatos e partidos para as eleições municipais
de 2012. A decisão foi tomada pelo coordenador da Elerj, deputado
Gilberto Palmares (PT), ao fim da palestra sobre o tema realizada no auditório
da Escola, no dia 29. Segundo Palmares, a grande participação
de representantes de Câmaras municipais e partidos políticos
no evento mostrou a necessidade de preparação para os candidatos.
"O passo seguinte é organizar junto com o TRE um seminário
ou até mesmo um curso de maior duração, para aprofundarmos
os temas levantados hoje. É uma ajuda importante para o processo
eleitoral", destacou o deputado. Segundo ele, a previsão é
que o treinamento ocorra já nos primeiros meses do próximo
ano.
O evento abordou a legislação eleitoral, e teve como palestrante
principal o juiz eleitoral Luiz Roberto Ayoub, que fez um resumo da legislação
abordando os direitos e deveres dos candidatos e partidos políticos.
Ayoub falou sobre temas como o calendário eleitoral, a regulamentação
da propaganda, a aplicação de multas e a conduta de servidores
e órgãos públicos durante o processo. "O período
de campanha tem início no dia 6 de julho de 2012, e as multas pela
propaganda antecipada variam de R$ 5 mil a R$ 25 mil, aumentando em caso
de reincidência", relatou o juiz. "Na internet, são
proibidas a campanha em sites de pessoas jurídicas e órgãos
públicos, assim como o uso desta ferramenta por determinado candidato
para ridicularizar ou caluniar um concorrente", destacou.
Câncer de Prostata
Agora é lei: o Estado do Rio desenvolverá uma campanha de
Conscientização sobre Câncer de Próstata. É
o que determina a lei 6.055/11, publicada no Diário Oficial do
Executivo no último dia 29. A ação, que incluirá
palestras pela conscientização e orientação
sobre o assunto, ainda deverá ser regulamentada pelo Poder Executivo.
“As ações da campanha deverão ser ministradas
por profissionais das áreas de saúde, educação
e psicologia”, diz um trecho da nova norma.
Segundo o autor da regra, o ex-deputado Renato de Jesus, a principal
meta da campanha é acabar com o tabu existente a respeito do exame
– principal meio de diagnosticar o câncer de próstata.
“É claro que esse preconceito faz com que milhares de pessoas
deixem de procurar um médico especialista ou deixem de realizar
o exame e acabam ficando a mercê da surpresa e da menor eficiência
nos possíveis tratamentos, dado o diagnóstico tardio”,
diz o autor.
Combate as drogas
As comissões de Segurança Pública e Assuntos de Polícia
e de Assuntos da Criança, Adolescente e Idoso da Alerj vão
estudar uma proposta de criação de um sistema integrado
para o atendimento a dependentes químicos unindo diferentes órgãos
públicos. Presidente da Comissão de Segurança, o
deputado Zaqueu Teixeira (PT) declarou que os grupos pretendem também
elaborar um projeto de lei buscando melhorar as informações
sobre o atendimento a estes dependentes. A afirmação foi
feita durante audiência pública realizada pelas comissões,
no dia 28, para discutir o problema do uso de crack no Estado.
"Vimos hoje que as informações são fragmentadas,
pois cada órgão produz seus dados e não há
uma comunicação entre eles. Vamos discutir uma proposta
para organizar a produção de dados sobre o assunto, para
que tenhamos estatísticas confiáveis e possamos produzir
uma política consistente", declarou Teixeira.
Superintendente de Proteção Básica Especial da Secretaria
de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), Leonardo
Pecoraro falou sobre o crescimento dos equipamentos de assistência
social e a necessidade da ampliação de equipamentos de saúde.
"Em 2010, tínhamos 43 Centros de Referência. Aumentamos
para 98 neste ano, mas o número de mecanismos de saúde não
acompanhou este crescimento. Corremos o risco de ter um hiato, com a assistência
atendendo sem ter para onde encaminhar", declarou.
Doações
A Alerj aprovou no dia 27, em discussão única, o projeto
de lei 859/11, que autoriza o Poder Executivo a doar veículos da
antiga frota de viaturas da Polícia Militar do Estado do Rio (PEMERJ)
a municípios localizados no estado. A proposta foi aprovada com
quatro emendas parlamentares. Elas acrescentaram a possibilidade de que
os carros sejam utilizados também pelo controle de trânsito
- além dos já previstos Guardas Municipais e Defesa Civil
-, e criaram a necessidade de que o Governo envie à Alerj relação
de municípios contemplados e número de viaturas.
A proposta, do próprio Poder Executivo, estabelece que os veículos
sejam doados des caracterizados. O Poder Exe cutivo convocará os
municípios a manifestar seu interesse em receber os veículos.
A escolha será feita a partir de análise da necessidade
de cada um. O texto será enviado ao governador Sérgio Cabral,
que terá 15 dias úteis para vetá-lo ou sancioná-lo.
Ecad quer parar CPI
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Alerj que investiga
irregularidades no Escritório Central de Arrecadação
e Distribuição (Ecad) recebeu, no último dia 29,
uma notificação judicial, informando que a entidade impetrou
um mandado de segurança pedindo a interrupção do
funcionamento do colegiado. Presidente do grupo, o deputado André
Lazaroni (PMDB) se disse surpreso, mas garantiu que os trabalhos irão
continuar. "Tenho certeza de que o Judiciário vai entender
que estamos averiguando fatos verídicos e de interesse comum à
sociedade, e assim não impedirá o trabalho e a averiguação
dessas situações por esta Casa", frisou o parlamentar,
após a reunião onde foi ouvido o presidente da Associação
Brasileira de Música e Artes (Abramus), Roberto Correa Melo.
Durante o depoimento, Roberto apresentou a estrutura da Abramus, uma
das nove associações ligadas ao Ecad. "Sou um dos fundadores
da Abramus, que já possui mais de 30 mil titulares. Nossa associação
é uma entidade civil que aglomera artistas, editores e produtores
musicais. Gerimos os direitos autorais dessa comunidade, um trabalho iniciado
há 29 anos", disse ele, que em seguida explicou como funciona
o processo de crédito retido, uma das principais dúvidas
da comissão. "O crédito retido é uma invenção
brasileira, para proteger a arrecadação de artistas não
identificados e repassar a eles após sua identificação.
É o caso de um certo autor que não tinha conhecimento da
necessidade de registrar suas composições e, após
saber de tal fato, recebeu valores altíssimos pela utilização
delas por uma emissora de televisão graças ao crédito
retido, que garantiu todo o valor dos direitos autorais que deveriam ser
a ele repassados", concluiu.
O desvio de mais de R$ 110 mil, referentes aos direitos autorais de associados
à União Brasileira de Compositores (UBC) pelo suposto autor
Milton Coitinho, fato que culminou com a instalação da CPI,
também foi citado pelos parlamentares e pelo presidente da Abramus.
"Em novembro de 2010 reparamos a inserção de um titular
chamado Milton Coitinho. Foi uma fraude ao sistema, já que ele
foi apresentado como co-autor de obras importantes. Fazendo uma busca
deste tal titular desconhecido, vimos que existiam outras 17 parcerias
das quais o Coitinho participava. Avisamos ao Ecad, que, ao que parece
já tinha conhecimento do caso e suspendeu rapidamente o repasse
ao tal Milton. Todos os nossos titulares lesados foram ressarcidos, e
como é um caso de fraude, cabe à polícia investigá-lo.",
pontuou Correa.
Lazaroni frisou a necessidade de continuar com os trabalhos da CPI: "o
depoimento de hoje nos abriu os olhos para outros horizontes e possíveis
novas fraudes que iremos investigar, o que é de interesse dos artistas
e autores musicais, que estão sendo defendidos pela CPI".
Monitoramente em asilos
A Alerj aprovou na quinta-feira dia 29, em primeira discussão,
o projeto de lei 2.752/09, da deputada Cidinha Campos (PDT). A proposta
prevê que asilos e estabelecimentos similares voltados à
proteção, hospedagem e abrigo de idosos, menores e doentes
mentais monitorem seus internos 24 horas por dia, e conservem esses registros
por pelo menos seis meses. "O monitoramento é uma forma de
coibir maus tratos e, em caso de incidência, poder fazer prova junto
aos órgãos competentes", diz a parlamentar.
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