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Por Geraldo Borges O Carrefour deverá indenizar uma ex-funcionária, demitida por justa
causa, em R$ 27 mil. A demissão ocorreu sob acusação de que a trabalhadora
teria se apropriado de R$ 50 do caixa de uma das unidades da rede. A
decisão é da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que
manteve a condenação imposta em primeira instância na Justiça. A demissão
ocorreu em agosto de 2004. A ex-funcionária afirma que foi chamada para
exercer a função de operadora de caixa, tarefa que, segundo ela, desempenhava
com frequência, apesar de ter sido contratada como auxiliar de operações.
Ela afirma que ao ir para o caixa, esqueceu de retirar do bolso uma
nota de R$ 50. Após o fechamento do balanço do dia, segundo a funcionária,
ela foi chamada à sala da supervisão por ser acusada de ter pego a quantia
de R$ 50. A ex-trabalhadora afirma que o dinheiro era seu . O caso foi
encaminhado para a delegacia. Após ser demitida, a funcionária entrou
na Justiça alegando que a dispensa por justa causa não poderia ter ocorrido
e que não havia comprovação do furto. Em primeira instância, a Justiça
entendeu que em nenhum momento a empresa tentou comprovar a suspeita:
não indicou testemunhas, não apresentou documentos contábeis que demonstrariam
a diferença do caixa e não apresentou os vídeos de vigilância. Procurado,
o Carrefour não retornou os contatos. *** Os nossos políticos com raríssimas exceções acham que todo o eleitor
esquece as sacanagens que eles fazem durante a campanha e mandatos.
Mas, quando encontram um eleitor politizado e ainda por cima com uma
formação superior e que não tem papas na língua, pagam o maior mico.
Um exemplo disto é o deputado estadual Samuquinha, que devido a seu
modo arrogante de agir é mais conhecido como Samuquiraninha. Há algumas
campanhas ele achou por bem, denunciar um policial amigo da coluna,
por causa de uma desavença qualquer. Chegou a dar parte do policial,
que só não sofreu maiores conseqüências, devido a sua moral e seu conhecimento.
Passados os anos, há alguns dias, encontrava-se este nossa amigo participando
de um churrasco, quando o parlamentar chegou e achando que o policial
havia esquecido a sacanagem sofrida ou que seria educado e o cumprimentaria,
se estrepou toda. Foi chamado dos piores adjetivos que se conhece na
face da terra, mas dentro da maior educação, pois não houve nem alteração
de voz, pelo policial e o político, teve que botar o rabinho entre as
pernas e se pirulitar do pedaço, sob intensas vaias. Alias, os eleitores
deveriam assim proceder, pois com certeza haveria menos canalhas na
política em geral. *** E a corregedora Eliana Calmon, do Conselho Nacional de Justiça, meteu
a mão em casa de marimbondos ao afirmar que também há corrupção no judiciário.
Em entrevista concedida à Associação Paulista de Jornais, Calmon disse
que a Associação de Magistrados Brasileiros (AMB) tenta restringir a
atuação do CNJ, o que, para ela, "é o primeiro caminho para a impunidade
da magistratura, que hoje está com gravíssimos problemas de infiltração
de bandidos que estão escondidos atrás da toga". Aí, tal como aconteceu
no caso da deputada distrital Jaqueline Roriz, que apesar de flagrada
com um montão de dinheiro na bolsa, os seus pares na Câmara dos Deputados,
resolveram arquivar o pedido de cassação, alguns magistrados ficaram
contra a corregedora, ao invés de apoiá-la e determinar uma depuração
no judiciário, já que na política, é quase impossível. Basta ver a faxina
iniciada pela presidente Dilma, que acabou não passando de uma lavagem
de mãos, assim mesmo sem sabonete. *** Mas, voltando à ao caso do CNJ, a ministra referia-se, com o comentário,
à ação impetrada no Supremo Tribunal Federal (STF) pela AMB, que pede
que o CNJ só atue depois de esgotados todos os recursos nas corregedorias
estaduais. O presidente da AMB, Alberto Pavie, disse que o objetivo
é reduzir a liberdade de atuação do conselho para punir juízes que cometam
desvios ou irregularidades no exercício da função. Segundo ele, o objetivo
não é impedir a atividade de correção do CNJ, muito menos esvaziar seu
poder de agir caso os tribunais locais não atuem devidamente. *** Em outubro do ano passado, a Revista Isto É, publicou a seguinte matéria
"A reação da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) a uma
polêmica decisão da corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
às vésperas do Natal do ano passado soou como uma declaração de guerra
entre os juízes de todo o País. A corregedora, ministra Eliana Calmon,
havia tornado sem efeito uma sentença da juíza Vera Araújo de Souza,
da 5ª Vara Cível de Belém do Pará, confirmada pela desembargadora Marineide
Marabat, que obrigava o Banco do Brasil a reservar R$ 2,3 bilhões de
sua receita a fim de assegurar o crédito no mesmo valor na conta-corrente
de Francisco Nunez Pereira, que alegava ser dono do dinheiro. A AMB,
que costuma questionar o controle externo do Judiciário exercido pelo
CNJ, entendeu que a corregedora extrapolara suas funções administrativas,
desrespeitando a decisão da juíza, o que, segundo carta enviada pela
associação a todos os juízes brasileiros, ameaçava a independência dos
magistrados. Além da carta, a AMB fez representações ao Supremo Tribunal
Federal e ao Conselho Nacional de Justiça, pedindo punição à corregedora.
Na terça-feira 8 de fevereiro de 2011, depois de mais de três anos de
investigações, a Polícia Federal prendeu Francisco Nunez Pereira e mais
duas pessoas, apontadas como líderes de uma quadrilha especializada
em fraudes bancárias, exatamente iguais à que vinha sendo orquestrada
contra a agência do Banco do Brasil em Belém. O golpe de R$ 2,3 bilhões
só não foi concretizado no final do ano passado graças à iniciativa
da corregedora. "Ficou muito claro que o Judiciário estava sendo
usado para um golpe, mas a juíza de Belém não atentou para isso. Por
essa razão é que decidi investigar melhor o caso", explicou a ministra
Eliana Calmon na tarde da quinta-feira 10. "É uma pena que a AMB
tenha usado esse episódio com corporativismo e tentado colocar a magistratura
contra o CNJ." *** Se nós leigos formos analisar por esta decisão, dá a entender que a
AMB, está querendo se vingar por ter a ministra Eliana Calmon, evitado
o golpe contra o Banco do Brasil. Queira Deus que estejamos errados.
***
Geraldo Menezes corre novamente o risco de perder a presidencia da
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