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Escola do Legislativo do Rio completa dez anos de criação
Uma solenidade no Plenário Barbosa Lima Sobrinho da Assembleia
Legislativa do Rio marcou, na quarta-feira, a comemoração
dos 10 anos de fundação da Escola do Legislativo do Estado
do Rio de Janeiro (Elerj), cuja missão é contribuir para
o aperfeiçoamento da prática e da teoria legislativa através
da formação de quadros técnicos para o parlamento
fluminense. O evento foi aberto pelo presidente da Casa, deputado Paulo
Melo (PMDB), que leu uma mensagem do governador Sérgio Cabral parabenizando
a escola. “A Elerj é uma formadora de intelecto. Além
de iniciar as pessoas na vida acadêmica com os cursos de pós-graduação
que oferece, também dá oportunidade a outros de completarem
seus estudos”, salienta o deputado.
Durante o evento, o parlamentar recebeu das mãos do presidente
da Associação Brasileira das Escolas Legislativas, Florian
Madruga, a Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro e
a Constituição Estadual, ambas em braile, para serem catalogadas
na biblioteca da Assembleia e da Elerj. “Essa é uma iniciativa
muito importante, pois permite a inclusão social do cego”,
disse.
Criada em 30 de agosto de 2001, através da resolução
666/01, por iniciativa da então deputada Andreia Zito, que se fez
representar no evento, a Elerj promove desde a educação
fundamental de jovens e adultos até cursos de pós-graduação,
passando por treinamentos de curta duração e formação
técnica em assuntos legislativos. Só em 2011 foram qualificadas
cerca de duas mil pessoas.
O programa de pós-graduação, por exemplo, já
está em sua terceira turma. Algumas ações de sucesso
foram implantadas nesses dez anos. Entre elas destacam-se a Educação
de Jovens e Adultos; a promoção de seminários e conferências
para Câmaras Municipais do estado; e a inauguração
do polo de Pré-Vestibular Social gratuito, voltado para estudantes
de baixa renda.
Coordenador da Elerj, o deputado Gilberto Palmares (PT) comemora as conquistas.
“É uma das maiores alegrias desses nove anos de mandato.
Começamos na coordenação há menos de cinco.
Pegamos um trabalho iniciado por pessoas que cumpriram um papel importante
e, a partir daí, colocamos a escola no mesmo patamar das escolas
de governo que existem no País”, assegura.
O trabalho, no entanto, avançou mais. Foram fechadas parcerias
com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e a Escola de Magistratura
do Estado do Rio de Janeiro (Emerj). A Elerj está voltada prioritariamente
para funcionários efetivos, comissionados e requisitados. Contudo,
também atende o público externo, buscando aproximar o Poder
Legislativo da sociedade.
Segundo a diretora-geral da unidade, Rosângela Fernandes, mais do
que salientar as conquistas, é hora agora de olhar para o futuro.
“O próximo passo é fazer a integração
com as Câmaras Municipais. E 2012, por ser ano eleitoral, será
uma boa oportunidade. Um dos projetos é firmar parceria com a Interlegis
(Programa de Integração Legislativa) do Senado Federal para
criar uma formação para os novos vereadores”, adiantou.
Além de políticos, professores, alunos e ex-alunos da Elerj
e e representantes de outras escolas legislativas, estiveram presentes
na cerimônia os deputados Wagner Montes (PSD), Gustavo Tutuca (PSB),
Luiz Paulo (PSDB), Sabino (PSC), Jânio Mendes (PDT) e Nilton Salomão
(PT).
Modificação no Fundes
O Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social (Fundes), que tem
como função custear obras de infraestrutura e de interesse
público, sofrerá mudanças. O projeto de lei 937/11,
de autoria do Poder Executivo, foi aprovado no ultimo dia 25, na Assembleia
Legislativa do Rio (Alerj), e faz parte do pacote de propostas que favorecem
a instalação da montadora Nissan do Brasil Automóveis
Ldta no estado. "A proposta faz com que o Fundes não seja
uma instituição que produza incentivo fiscal e sim uma instituição
que produza efeitos financeiros às indústrias que se implantem
no Estado do Rio de Janeiro, o que dá ao Fundes um melhor viés
de constitucionalidade", salientou o deputado Luiz Paulo (PSDB),
autor de quatro das 11 emendas aprovadas pela Alerj.
A proposta original, do Governo do Estado, trazia como novidades a determinação
de que a Lei Orçamentária Anual (LOA) contenha a previsão
de dotação do fundo de custeio e estabelece o prévio
recolhimento de ICMS como condição para financiamento. "Tal
medida permite afastar qualquer confusão entre o emprego de créditos
tributários e a concessão de financiamentos pelo Fundes,
instrumento de caráter estritamente financeiro", explica o
governador Sérgio Cabral na justificativa à proposta. Entre
as emendas aprovadas, há a que cria limite mínimo de investimento
das empresas que terão direito a financiamento em projetos sociais
e culturais: 0,5% do crédito concedido. Também foi acrescido
ao texto o prazo de 180 dias para envio de relatório de financiamentos
concedidos pelo Fundes à Alerj. A proposta será enviada
ao governador, que terá 15 dias para sancionar ou vetar.
Descarte de bens móveis
A Alerj aprovou no dia 27, em discussão única, o projeto
de lei 886/11, do Poder Executivo, que altera o código de administração
financeira, criando critérios de identificação de
bens públicos. O texto permite o descarte de bens móveis
em desuso, irrecuperáveis, antieconômicos e obsoletos. E,
ainda, dos recuperáveis que onerem "de maneira desproporcional
o erário". Para isso, ele conceitua todas essas condições
dos bens móveis.
"Hoje, a compra de qualquer cadeira ou aparelho de ar-condicionado
implica em um encalhe e em uma burocracia enormes. Ao agilizar o descarte,
este projeto torna o balanço patrimonial do Estado algo real, expressando
o que está em utilidade", explica o líder do Governo
na Casa , deputado André Corrêa. O projeto foi aprovado com
duas emendas: uma determina a doação a pessoas jurídicas
de utilidade pública e outra condiciona a doação
a laudo técnico comprovando o estado do bem a ser descartado.
A proposta será enviada ao governador Sérgio Cabral, que
terá 15 dias úteis para sancionar ou vetar o texto.
Divulgação de divórcio
A possibilidade de realização de divórcio ou de separação
consensuais por meio de escritura pública, uma garantia da Lei
federal 11.441/07, será informada ao cidadão através
de cartazes ou avisos afixados nos cartórios do Estado do Rio.
A determinação consta do projeto de lei 1.807/08, de autoria
da deputada Graça Pereira (DEM), que a Assembleia Legislativa aprovou
também no dia 27, em segunda discussão.
"Este projeto tem o valor de levar até as pessoas a informação
de que os divórcios, se consensuais, podem ser feitos de forma
muito mais simples, em cartórios. Pessoas passam por desgastes
muito maiores por não terem esta informação",
destaca a parlamentar. Graça acrescentou que o divórcio
e a separação consensuais podem ser realizados mediante
escritura pública desde que o casal não tenha filhos menores
ou incapazes e sejam observados os requisitos quanto a prazos legais.
O projeto será enviado ao governador Sérgio Cabral, que
terá 15 dias úteis para sancionar ou vetar o texto. Se transformado
em lei, ele punirá com multa de mil Ufirs o notário que
não divulgar o direito.
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